Primeira Igreja Batista em Maricá

Nossa história

Uma história construída pela fé, pelo serviço e por gerações

Desde 19 de novembro de 1916

Fundação

Uma história que começa em 1916

A Primeira Igreja Batista em Maricá faz parte da história da fé cristã batista em Maricá há mais de um século.

Sua história começa em 1916, quando a Congregação Batista em Maricá, então pertencente à Primeira Igreja Batista de Niterói, passou por uma divisão entre seus membros em razão de divergências doutrinárias.

Os registros históricos preservados pela igreja indicam que a documentação permaneceu com a futura igreja batista de Maricá e que sua fundação foi oficialmente registrada em ata no dia 19 de novembro de 1916.

Desde então, gerações de membros, líderes, pastores, famílias e colaboradores participaram da construção dessa história.

Mais do que uma sucessão de datas e nomes, a trajetória da Primeira Igreja Batista em Maricá representa uma caminhada marcada pela proclamação do Evangelho, pelo ensino da Palavra, pelo serviço cristão e pela presença da igreja na comunidade.

Foto histórica — placeholder
Espaço reservado para imagem de arquivo da fundação ou do templo.

Os primeiros anos

1916: o início de uma história

O primeiro pastor da Primeira Igreja Batista em Maricá foi Willian Edwin Entzminger, missionário americano da Junta de Richmond.

Seu pastorado teve início na data da fundação da igreja, em 19 de novembro de 1916, permanecendo até 18 de novembro de 1917.

Entzminger teve uma importante atuação no trabalho batista no Brasil. Nascido em Blythwood, Carolina do Sul, em 25 de dezembro de 1859, converteu-se aos 12 anos e foi ordenado pastor em junho de 1891.

Doutor em Teologia pelo Southern Baptist Theological Seminary, em Louisville, Kentucky, chegou ao Brasil em 11 de agosto de 1891, acompanhado de outros missionários, iniciando seus estudos da língua portuguesa.

Ao longo de sua trajetória no Brasil, participou da formação e consolidação de diversas frentes do trabalho batista.

Também exerceu o pastorado da Primeira Igreja Batista de Niterói em diferentes períodos e foi fundador da Igreja Batista de Engenho de Dentro e da Igreja Batista do Méier.

Na história da Primeira Igreja Batista em Maricá, seu nome permanece ligado ao momento fundador da igreja.

Entzminger também teve participação significativa na produção literária e musical batista. Escreveu e traduziu letras de 72 hinos do Cantor Cristão e foi autor de obras como Os Batistas no Passado, no Presente e no Futuro, O Poder do Alto e A Prática da Oração.

Willian Edwin Entzminger — placeholder
Retrato histórico do primeiro pastor (a inserir).

Os primeiros pastores

Missionários e líderes que abriram caminho

Alonzo Bee Christie

18 de novembro de 1917 — 16 de março de 1919

Após Entzminger, a igreja recebeu como pastor o missionário Alonzo Bee Christie, que permaneceu no pastorado entre 18 de novembro de 1917 e 16 de março de 1919.

Christie demonstrou desde a infância interesse pelo Brasil. Ainda na escola primária, foi influenciado por uma professora de geografia que havia vivido no país e falava frequentemente sobre suas belezas.

Convertido aos 14 anos, uniu-se a uma Igreja Batista aos 20 anos e foi consagrado pastor em 8 de maio de 1902, em Rhode Island.

Estudou português em Nova Friburgo e participou da fundação do Colégio Batista naquela cidade, posteriormente transferido para Campos.

Sua presença na história da igreja em Maricá representa também a participação dos missionários que contribuíram para a expansão do trabalho batista no Brasil.

Manuel Avelino de Souza

16 de março de 1919 — 15 de abril de 1923

Manuel Avelino de Souza assumiu o pastorado da igreja em 16 de março de 1919, permanecendo até 15 de abril de 1923.

Foi consagrado ao Ministério da Palavra em 3 de maio de 1916, na Igreja Batista de Bonsucesso.

Antes de assumir oficialmente o pastorado em Maricá, já havia assumido o pastorado da Primeira Igreja Batista de Niterói, pelas mãos do então pastor Willian Edwin Entzminger.

Manuel Avelino de Souza teve importante atuação no cenário batista brasileiro. Foi presidente da Convenção Batista Brasileira e da Convenção Batista Fluminense em diferentes períodos.

Foi integrante da primeira turma do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, concluiu o Mestrado em Teologia em 1917 e posteriormente estudou Homilética no Southern Theological Seminary, em Louisville, Kentucky.

Em 1928, recebeu o título de Doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Rio de Janeiro.

Arquivo pastoral — placeholder
Espaço para foto de época ou documento histórico.

Consolidação

Uma igreja em consolidação

Ao longo das décadas seguintes, diversos pastores passaram pela Primeira Igreja Batista em Maricá.

Alguns permaneceram por períodos relativamente curtos. Outros tiveram participação mais prolongada. Houve também períodos em que a igreja permaneceu sem pastor.

Os registros históricos indicam que, durante os primeiros 25 anos de sua existência, a igreja contou predominantemente com pastores de dedicação parcial e permaneceu sem pastor durante aproximadamente 12 anos, distribuídos em quatro períodos.

Esse cenário começou a mudar com a chegada de Clério Boechat de Oliveira, que se tornou o primeiro pastor da igreja com dedicação integral ao ministério pastoral em Maricá.

Seu primeiro período de pastorado ocorreu entre 19 de dezembro de 1943 e 17 de junho de 1945, retornando posteriormente em 1946 e permanecendo até 8 de outubro de 1971.

A longa permanência de Clério Boechat de Oliveira representa um dos capítulos de maior duração na história pastoral da igreja.

Templo / comunidade — placeholder
Imagem da vida congregacional ao longo das décadas.

Continuidade

Uma longa caminhada

Depois de seus primeiros anos de consolidação, a Primeira Igreja Batista em Maricá continuou sua caminhada através de diferentes gerações de pastores.

A sucessão pastoral registrada nos documentos históricos demonstra a continuidade do trabalho da igreja ao longo de mais de um século.

Sucessão pastoral

Galeria histórica de pastores

Mais de um século de liderança pastoral documentada.

1916 – 1917

Willian Edwin Entzminger

1917 – 1919

Alonzo Bee Christie

1919 – 1923

Manuel Avelino de Souza

1923 – 1924

Elias Portes Filho

1927 – 1928

Cândido Ignácio da Silva

1930 – 1931

Joaquim Rosa

1933 – 1934

Waldemar Zarro

1939 – 1941

Edmundo Antunes da Silva

1941 – 1943

Alberto Araújo

1943 – 1945

Clério Boechat de Oliveira

1945 – 1946

José Ferreira da Silva

1946 – 1971

Clério Boechat de Oliveira

1971 – 1973

Jefethe Vicente Figueiredo

1973 – 1975

Adelmo Coelho

1975 – 1977

Joaquim de Paula Rosa

1977 – 1979

Eli Santos Vieira

1979 – 1983

Edmundo Antunes da Silva

1983 – 1986

José Polegário da Silva Filho

1986 – 1987

Hudson Galdino da Silva

1988 – 1990

Lécio Dornas

1990 – 1992

Clério Boechat de Oliveira

1992 – 1994

Orlando Cordeiro Rego

1995 – 2002

Paulo Cesar Mota Mattos

2003 – 2010

Vladimir Pinheiro de Castro

2010 – 2012

Moadyr de Oliveira Lima

2012 – 2015

Oliver Costa Goiano

2015 – 2017

Elizier José da Silva

A partir de 2017

José Candido Sobrinho

As datas acima seguem o documento histórico fornecido pela igreja. Há registros que apresentam lacunas e algumas inconsistências de datas, que devem ser preservadas ou posteriormente conferidas nos livros de atas originais.

Memória

Personagens que marcaram a história

Cândido Ignácio da Silva

Dezembro de 1927 — fevereiro de 1928

Conhecido carinhosamente como Candinho, Cândido Ignácio da Silva participou de viagens evangelísticas pelos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro ao lado dos missionários L. M. Bratcher e A. B. Christie.

Foi pastor de diversas Igrejas Batistas e teve sua atuação ligada ao crescimento da obra batista na região Sudeste.

Na Primeira Igreja Batista em Maricá, seu período pastoral foi registrado entre dezembro de 1927 e fevereiro de 1928.

Sua história teve um capítulo particularmente marcante nos últimos dias de sua vida.

Em 24 de fevereiro de 1928, Candinho pregou à noite na Congregação de Cachoeiras de Maricá. No dia seguinte, pregou na Congregação de Jaconé.

Naquela mesma noite começou a passar mal e, na madrugada de 26 de fevereiro de 1928, enquanto era transportado para o Hospital Batista pelo missionário Alonzo Bee Christie e pelo pastor Manuel Avelino de Souza, faleceu.

Joaquim de Paula Rosa

1975 — 1977

Entre os pastores que serviram à igreja está Joaquim de Paula Rosa, que exerceu o pastorado entre 1975 e 1977.

Sua trajetória no trabalho batista brasileiro foi ampla.

Ao longo de sua carreira, atuou como:

  • Superintendente Geral da JUERP, Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira;
  • membro da Comissão de Planejamento da Convenção Batista Brasileira;
  • membro do Conselho da Aliança Batista Mundial;
  • conselheiro do Hospital Evangélico;
  • presidente da Associação dos Editores Batistas do Brasil;
  • relator da Comissão do Centenário dos Batistas Fluminenses;
  • professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil;
  • professor do Seminário Teológico Batista de Niterói;
  • secretário executivo e tesoureiro da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense;
  • presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro;
  • presidente da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense;
  • presidente da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Também foi pastor da Igreja Batista de Ponte Paraguai, pastor interino de igrejas no estado do Rio de Janeiro e pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista de Niterói.

Sua atuação incluiu ainda atividades de consultoria e preleção sobre administração e crescimento de igrejas no Brasil e no exterior.

Personagens da memória — placeholder
Espaço para fotos ou documentos desses líderes.

Legado

Mais de um século de história

Desde sua fundação, em 19 de novembro de 1916, a Primeira Igreja Batista em Maricá atravessou diferentes períodos da história de Maricá, do Brasil e da própria denominação Batista.

Foram décadas de mudanças, desafios, crescimento e transformação.

  • Pastores vieram e partiram.
  • Famílias chegaram e construíram suas histórias.
  • Gerações cresceram dentro da igreja.
  • Novos membros foram recebidos.
  • Ministérios nasceram.
  • Congregações fizeram parte dessa caminhada.

E, através de todas essas fases, permaneceu a missão de anunciar o Evangelho e servir a Deus.

A galeria de pastores representa apenas uma parte dessa história.

Por trás de cada nome existem pessoas, famílias, decisões, cultos, orações, trabalhos evangelísticos, momentos de celebração e também períodos de dificuldade.

A história da Primeira Igreja Batista em Maricá, portanto, não pertence apenas aos seus pastores.

Ela pertence a todos aqueles que, ao longo das gerações, dedicaram tempo, dons, recursos e sua própria vida à construção dessa comunidade de fé.

Comunidade PIBAM — placeholder
Imagem atual da congregação ou do culto.

1916 → Hoje

Uma história que continua

Mais de um século depois de sua fundação, a Primeira Igreja Batista em Maricá continua escrevendo sua história.

O passado preserva as raízes.

O presente carrega a responsabilidade da continuidade.

E o futuro será construído pelas próximas gerações.

Primeira Igreja Batista em Maricá

Fundada em 19 de novembro de 1916.

Uma história de fé que atravessa gerações.